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Taxa do iFood 2026: quanto cobra e quanto sobra pra você

A tabela das taxas do iFood em 2026 (12% e 23% + 3,2% de pagamento), a conta de um pedido de R$ 100 linha a linha e quanto isso custa no ano.

Por ZuperAtualizado em

O iFood cobra, em 2026, 12% de comissão no plano Básico e 23% no plano Entrega — mais 3,2% de taxa de pagamento online em qualquer um dos dois, e uma mensalidade (R$ 110,00 no Básico, R$ 150,00 no Entrega) para quem fatura acima de R$ 1.800 por mês. É esse o número que você procurava. O resto deste guia é a conta real: quanto sobra do seu pedido, quanto isso soma no fim do ano, e em quais casos vale (ou não vale) montar seu próprio canal de venda.

Quanto o iFood cobra em 2026

PlanoComissãoTaxa de pagamento onlineMensalidade (acima de R$ 1.800/mês)Quem entrega
Básico12% do valor total do pedido3,2%R$ 110,00O restaurante (entregador próprio)
Entrega23% do valor total do pedido3,2%R$ 150,00O iFood (logística da plataforma)

Além disso, existe a taxa de serviço paga pelo cliente, entre R$ 0,99 e R$ 2,49 por pedido, retida integralmente pelo iFood. Ela não sai do seu bolso — mas encarece o pedido para quem compra de você, e isso importa quando o mesmo prato está mais barato no seu canal direto.

Os valores acima são os oficiais divulgados pelo próprio iFood (tabela de taxas no blog de parceiros). Vale a ressalva que a própria plataforma faz: as taxas podem variar por região e categoria. Confira a sua condição contratual no Portal do Parceiro antes de fechar qualquer conta — a sua pode não ser exatamente esta.

O pedido de R$ 100, linha a linha

Vamos pegar um pedido de R$ 100 (comida + taxa de entrega cobrada do cliente) e descer até o que cai na sua conta.

LinhaPlano BásicoPlano Entrega
Valor do pedidoR$ 100,00R$ 100,00
Comissão iFood– R$ 12,00 (12%)– R$ 23,00 (23%)
Taxa de pagamento online– R$ 3,20 (3,2%)– R$ 3,20 (3,2%)
Repassado a vocêR$ 84,80R$ 73,80
Custo do entregadorPor sua conta (não incluso)Incluso na comissão
Peso total sobre o pedido15,2%26,2%

Duas leituras honestas dessa tabela:

  • No Básico, o iFood fica com 15,2% do pedido — mas a entrega ainda é problema seu. Se você paga R$ 8 a um motoboy, o custo real desse pedido de R$ 100 não é R$ 15,20, é R$ 23,20.
  • No Entrega, o iFood fica com 26,2% e resolve a logística. Se você não tem entregador, se a demanda é irregular e você não consegue manter motoboy parado esperando pedido, essa comissão está comprando um serviço de verdade — não é só "taxa".

O erro clássico é comparar 12% com 23% como se fosse a mesma coisa mais cara. Não é. São dois produtos diferentes. A comparação honesta é: 23% contra 12% + o seu custo real de entrega.

O que quase ninguém soma

Quando o dono de restaurante fala "a taxa do iFood é 12%", ele está subestimando o próprio custo. Três coisas ficam fora da conta:

1. A taxa de pagamento de 3,2%. Ela é cobrada sobre todo pedido pago online, e some no meio do extrato. Sozinha, ela adiciona quase um terço a mais em cima da comissão do plano Básico (12% viram 15,2%).

2. A mensalidade. R$ 110 ou R$ 150 por mês parecem pouco, mas é um valor fixo que independe de você vender bem ou mal. Em um mês fraco, a mensalidade come uma fatia proporcionalmente maior.

3. A taxa de serviço que o cliente paga. De R$ 0,99 a R$ 2,49 por pedido, retida pelo iFood. Não sai de você — sai do bolso do seu cliente. E é justamente aí que mora a oportunidade do canal próprio: o mesmo prato, no seu link direto, pode chegar mais barato ao cliente e mais rentável para você, ao mesmo tempo.

E há um custo que não é percentual: o dinheiro demora a chegar. Segundo o próprio iFood, as vendas são apuradas em períodos de 7 dias (segunda a domingo) e o plano de repasse tradicional paga a cada 4 semanas, sempre às quartas-feiras (regras de repasse). Existe repasse semanal, com condições específicas de contrato. Se o seu capital de giro é curto, esse ciclo é tão relevante quanto a comissão. E o repasse pode ainda ser retido — o iFood classifica como "Retido" o valor bloqueado por violação das regras da plataforma ou por ordem judicial (status de repasse). Se isso já aconteceu com você, leia o que fazer quando o iFood bloqueia a loja e retém o repasse.

Projeção: um mês e um ano

Agora a conta que dói. Um restaurante com 300 pedidos por mês — dez por dia, nada extraordinário — em três cenários de ticket médio.

Plano Básico (12% + 3,2% + R$ 110/mês)

Ticket médioFaturamento/mêsComissão 12%Taxa 3,2%MensalidadeCusto/mêsCusto/ano
R$ 40R$ 12.000R$ 1.440R$ 384R$ 110R$ 1.934R$ 23.208
R$ 60R$ 18.000R$ 2.160R$ 576R$ 110R$ 2.846R$ 34.152
R$ 100R$ 30.000R$ 3.600R$ 960R$ 110R$ 4.670R$ 56.040

Lembrando: no Básico, o custo do entregador ainda está de fora dessa tabela.

Plano Entrega (23% + 3,2% + R$ 150/mês)

Ticket médioFaturamento/mêsComissão 23%Taxa 3,2%MensalidadeCusto/mêsCusto/ano
R$ 40R$ 12.000R$ 2.760R$ 384R$ 150R$ 3.294R$ 39.528
R$ 60R$ 18.000R$ 4.140R$ 576R$ 150R$ 4.866R$ 58.392
R$ 100R$ 30.000R$ 6.900R$ 960R$ 150R$ 8.010R$ 96.120
Com ticket de R$ 60 e 300 pedidos/mês, um restaurante no plano Entrega paga cerca de R$ 58 mil por ano ao iFood. É o custo de um funcionário registrado, ou de uma reforma inteira de cozinha.

Repare que o percentual efetivo (custo total ÷ faturamento) fica em torno de 15,6% a 16,1% no Básico e 26,7% a 27,5% no Entrega — sempre acima da comissão nominal, por causa da taxa de pagamento e da mensalidade. Se quiser rodar essa conta com o seu ticket e o seu volume, use a calculadora de taxas.

Dá para negociar a comissão?

Resposta honesta: para a maioria dos restaurantes pequenos e médios, não. A comissão é definida pela política comercial da plataforma, por região e categoria, e não por conversa de balcão. Redes grandes, com volume relevante, têm poder de barganha. Uma pizzaria de bairro não tem.

O que de fato muda o seu percentual:

  1. Mudar de plano. Sair do Entrega (23%) para o Básico (12%) é a alavanca mais forte que existe — corta 11 pontos percentuais de uma vez. Só faz sentido se você conseguir entregar por conta própria a um custo menor do que esses 11 pontos.
  2. Assumir a entrega. Com ticket de R$ 60, 11 pontos equivalem a R$ 6,60 por pedido. Se o seu motoboy sai por menos que isso (entregador fixo diluído em volume, entrega própria em raio curto), o Básico ganha. Se sai por mais, o Entrega ganha.
  3. Conferir a sua condição real no Portal do Parceiro. Como as taxas variam por região e categoria, existe chance de você estar numa faixa diferente da que imagina — vale abrir o extrato antes de tomar qualquer decisão.
  4. Reduzir a dependência. Não é negociação de contrato, é negociação de poder: quanto mais faturamento vem do seu canal direto, menos a comissão do marketplace pesa no total.

Uma nota sobre o mercado: novas plataformas entraram no delivery brasileiro com condições comerciais agressivas de comissão — confira a condição vigente diretamente com elas, porque muda rápido e não vale decidir com base em número de boca. Vale saber, porém, que essa disputa está sob os olhos do regulador: o CADE notificou o iFood em 14/05/2026 por indícios de que restaurantes que entraram na 99Food estariam sendo punidos com rebaixamento de ranqueamento e exclusão de campanhas (reportagem), e a disputa sobre cláusulas de exclusividade foi reaberta no fim de junho de 2026 (análise jurídica). Traduzindo para o seu dia a dia: depender de um único canal é risco, e o risco não é só de margem — é de sobrevivência.

O que o iFood entrega em troca

Se este texto só falasse mal do iFood, ele seria desonesto — e você perceberia. A comissão compra coisas reais:

  • Demanda pronta. O cliente já está no aplicativo, com fome, com o cartão cadastrado. Você não precisa convencê-lo a baixar nada, nem a confiar no seu link.
  • Cliente novo. É o melhor canal de descoberta que existe para um restaurante desconhecido. Quem nunca ouviu falar de você vai te achar ali, não no Instagram.
  • Logística sob demanda (no plano Entrega). Entregador só quando tem pedido, sem folha de pagamento, sem moto parada.
  • Infraestrutura que funciona. Pagamento, antifraude, rastreio, suporte. Nada disso é de graça de construir.

Ninguém paga 23% por burrice. Paga porque, no começo, é mais barato pagar comissão do que comprar audiência. O problema não é o iFood existir. O problema é o restaurante que, depois de anos, ainda tem 100% do faturamento vindo de lá — pagando comissão eterna sobre o mesmo cliente, que já pediu trinta vezes e nem sabe que você tem um site.

O mesmo pedido no seu canal próprio

Agora coloque as duas contas lado a lado. Mesmo pedido de R$ 100, no seu link direto, com uma plataforma de mensalidade fixa e zero comissão por pedido — você paga só a taxa da maquininha ou do gateway de pagamento que já usa hoje.

LinhaiFood (Entrega)iFood (Básico)Canal próprio
Comissão sobre o pedido– R$ 23,00– R$ 12,00R$ 0,00
Taxa de pagamento– R$ 3,20– R$ 3,20A do seu meio de pagamento
Custo fixo mensalR$ 150,00R$ 110,00Mensalidade fixa da plataforma
EntregaInclusaSuaSua
Cadastro do clienteDo iFoodDo iFoodSeu
Dinheiro na contaCiclo de repasse da plataformaCiclo de repasse da plataformaConforme seu meio de pagamento

A diferença estrutural não é a taxa. É que no canal próprio o custo é fixo e no marketplace ele é proporcional. Se você vende R$ 30 mil por mês, a comissão de 23% cresce junto; a mensalidade fixa, não. Quanto mais você vende, mais barata fica a operação própria — e mais cara fica a do marketplace.

E o que você perde, dito sem enfeite:

  • O alcance. Ninguém vai tropeçar no seu link por acaso. No iFood, tropeça.
  • O trabalho de trazer o cliente vira seu. QR code na mesa e na embalagem, WhatsApp, Instagram, panfleto, cashback, cupom de primeira compra. Isso é esforço, e é diário.
  • A logística. Se você sai do plano Entrega, precisa de entregador. Ponto.

Quem entende essa troca e aceita fazer o trabalho, ganha muito. Quem monta o canal próprio e espera pedidos caírem sozinhos, não ganha nada. Se você nunca fez isso, comece por como montar um delivery próprio e entenda como funciona um delivery sem comissão antes de mudar qualquer coisa.

Quando NÃO vale sair do iFood

Sair do marketplace por raiva da comissão é a forma mais rápida de perder faturamento. Não saia se:

  • Você acabou de abrir. Sem clientes, sem base, sem marca — o iFood é o seu canal de aquisição. Pagar 23% sobre um cliente que você não teria é barato. Pagar 23% sobre um cliente fiel que já é seu é caro. Saiba a diferença.
  • Você não tem como entregar. Sem entregador e sem volume para justificar um, o plano Entrega está fazendo por você algo que sairia mais caro.
  • A maior parte do seu faturamento vem de lá. Cortar o iFood de uma vez, sem ter construído nada, é suicídio. O caminho é coexistir: mantenha o iFood como vitrine de descoberta e migre gradualmente o cliente recorrente para o seu canal, medindo mês a mês.
  • Você não vai fazer o trabalho de trazer o cliente. Se ninguém no time vai cuidar do WhatsApp, do QR code, do cupom de recompra, o canal próprio vai ficar vazio e você terá pago uma mensalidade por um site sem movimento.
  • Sua margem é apertada e você planeja bancar cashback agressivo. Cashback mal calibrado destrói margem mais rápido que comissão. Se for usar, use com conta feita — veja como fidelizar cliente de delivery sem queimar margem.

A pergunta certa não é "saio ou fico?". É: "quanto do meu faturamento pode deixar de pagar comissão nos próximos 6 meses?"

Perguntas frequentes

Qual é a taxa do iFood em 2026?

No plano Básico, 12% de comissão sobre o valor total do pedido; no plano Entrega, 23%. Em ambos há ainda 3,2% de taxa de pagamento online e uma mensalidade (R$ 110,00 no Básico e R$ 150,00 no Entrega) para quem fatura acima de R$ 1.800 por mês. As taxas podem variar por região e categoria — confira a sua no Portal do Parceiro.

De um pedido de R$ 100, quanto sobra para o restaurante?

No plano Básico, R$ 84,80 (menos o custo do seu entregador, que não está incluso). No plano Entrega, R$ 73,80, já com a logística por conta do iFood. Em ambos os casos, a mensalidade é cobrada à parte.

Quando o iFood paga o restaurante?

As vendas são apuradas em períodos de 7 dias (segunda a domingo). No plano de repasse tradicional, o pagamento cai a cada 4 semanas, sempre às quartas-feiras. Existe modalidade de repasse semanal, com condições específicas de contrato.

Por que o meu repasse aparece como "Retido"?

O status "Retido" indica valor bloqueado por violação das regras da plataforma ou por ordem judicial. Se é o seu caso, veja o guia sobre bloqueio de loja e repasse retido — e trate isso como mais um argumento para não depender de um único canal.

Dá para negociar a comissão do iFood?

Na prática, para restaurantes pequenos e médios, não. O que muda de verdade o seu percentual é trocar de plano (sair do Entrega, de 23%, para o Básico, de 12%) e assumir a entrega — e reduzir a dependência do marketplace construindo faturamento próprio.

Como ter um canal próprio sem pagar comissão por pedido?

Com uma plataforma de cardápio digital e delivery próprio cobrada por mensalidade fixa, sem comissão por pedido — é exatamente isso que o Zuper faz. O pedido chega direto no seu canal, o cliente é seu, e o custo não cresce quando você vende mais. Faça a conta com os seus números na calculadora: se a comissão que você paga hoje já passa de uma mensalidade fixa, o resto é matemática.

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